domingo, 6 de maio de 2012
Até onde procurar a felicidade?
Todos os dias, o que mais queremos para nós mesmos é ser feliz. Tudo o que acontece é aliado ao fato de querer cada vez mais ser feliz e o de fazer alguém que gostamos felizes também. A Felicidade é uma das palavras mais usadas em nosso cotidiano. As pessoas usam aleatoriamente para fugir de uma porção de problemas, de sentimentos e até mesmo, para fantasiar sua estima que não é tão boa assim.
Até que ponto ser feliz pode influenciar no que estamos vivendo? Bem, digo que quase todos, até onde o amor chegar. Para ser mais claro, a felicidade pode ser a base de tudo, menos quando o amor decide agir. Amar alguém não é felicidade de sempre estar feliz, mas em todo caso, é algo que o ser humano precisa. As pessoas precisam amar outras para ter motivação de continuar, porque nada se faz sozinho. E felicidade, o fato de estar bem com tudo interage muito com essa história de não estar sozinho. Uma pessoa solitária não vive e não consegue ter todos os pensamentos e prazeres que uma outra, na mesma situação tem, se ela possui amigos e pessoas que sempre a querem bem. A felicidade é procurada em todos os momentos e em todas as horas. As pessoas fazem de tudo para possuí-la pelo maior tempo possível, com as melhores pessoas e até mesmo de diferentes maneiras. Uma pessoa só não se contenta com a felicidade quando ama. Quando ama, não importa se a outra pessoa gosta, se o outro quer por perto, mas tudo que é o mais importante é ali. Os momentos, sejam eles tristes ou felizes, passam a mostrar que a maior importância é o amor.
Então, em tudo procure felicidade. Não deixe de amar e seja feliz. Amor e felicidade devem ser duas coisas que andam juntas. Somente assim você será realmente feliz.
domingo, 29 de abril de 2012
Ser ou ter?
Para falar da maneira que vivemos atualmente não é muito difícil. O mundo está colocado num âmbito capitalista com as pessoas vendendo seu tempo, sua forma de pensar e até mesmo valores emocionais para ter um meio de sobrevivência um pouco mais favorável, por assim dizer. Vendem-se sonhos, objetivos e formas de pensar e agir. Mas, até que ponto realmente isso pode ser algo a favor? Na verdade, será boa essa maneira de viver?
Todos nós vivemos rodeados de pessoas que, dos mais diferentes jeitos e estilos, procuram algo melhor para a sua vida. Uns preferem correr atrás de seus objetivos, outros se preocupam mais em esperar o momento certo para se ocupar de alguma tentativa proveniente que possa se beneficiar depois. Em todo caso, há pessoas que encontramos que se preocupam muito mais com o que temos do que com o que somos realmente. Se preocupam mais em querer algo, em facilitar a sua caminhada do que se envolver com um coração que é repleto de sentimentos e pode deixá-las melhor. Um rosto bonito é muito melhor do que um caráter? Particularmente, acho que não. Acho que tudo nessa vida deve ser olhado através do coração, da forma de pensar, da maneira de se relacionar com outras pessoas além de mim e através de ações que a outra pessoa em questão fez algum dia.. Os erros antigos não devem ser julgados, muito menos valorizados no presente. Todavia, devem ser considerados com uma proporção menor, para se ter um pouco mais de noção do que há de vir a partir de então.
Um sonho sempre será um sonho em qualquer lugar do mundo. Uma pessoa nem sempre será a mesma pessoa em diferentes ambientes que ela vai estar. Por isso, é preciso relativar cada um que aparece em nossa vida de uma maneira distinta, pois todos nós temos momentos, ações e sentimentos diferentes. Vale a pena vender sentimentos por causa de um querer pessoal? Vale a pena trocar uma pessoa que você gosta realmente por uma que tem como te dar presentes melhores? Por que o mundo afinal é assim? Na verdade, não sei responder. Sei que existem pessoas que preferem muito mais aparecer com carros lindos do que ter a simplicidade e a humildade de ajudar o próximo, sei que há muitos que julgam por aparência, status social ou até mesmo por riqueza. Porém, são esses tipos de pessoas que mais procuram ter o amor e não tem. Do que vale ter o dinheiro se não tem quem compartilhar? Do que vale comprar a felicidade se ela acaba rapidamente quando não se possui amigos maravilhosos que estão sempre ali para ajudar?
As melhores coisas da vida não se compram. São coisas que parecem normais, mas quando são verdadeiras, são mais valiosas do que qualquer coisa no mundo. São elas o amor, a humildade, abraços, beijos, carinho, o fato de gostar de ter alguém por perto e até mesmo o poder e a humildade de ajudar o próximo em momentos que mais se necessita de ajuda. As vezes, não damos valor pra vida que temos porque queríamos ter mais. Sonhamos com bem materiais e se esquecemos de cuidar de nosso coração. Não deixe que a valorização caia pro lado errado. Sempre valorize aquilo que é raro, coisas que não se compram com moedas, mas sim com a personalidade e a vontade de sempre querer fazer o bem para quem está ao seu redor. A vida é muito curta, aproveite da melhor maneira, ame aquilo que tem que ser amado. Não venda seu coração e sua personalidade.
Todos nós vivemos rodeados de pessoas que, dos mais diferentes jeitos e estilos, procuram algo melhor para a sua vida. Uns preferem correr atrás de seus objetivos, outros se preocupam mais em esperar o momento certo para se ocupar de alguma tentativa proveniente que possa se beneficiar depois. Em todo caso, há pessoas que encontramos que se preocupam muito mais com o que temos do que com o que somos realmente. Se preocupam mais em querer algo, em facilitar a sua caminhada do que se envolver com um coração que é repleto de sentimentos e pode deixá-las melhor. Um rosto bonito é muito melhor do que um caráter? Particularmente, acho que não. Acho que tudo nessa vida deve ser olhado através do coração, da forma de pensar, da maneira de se relacionar com outras pessoas além de mim e através de ações que a outra pessoa em questão fez algum dia.. Os erros antigos não devem ser julgados, muito menos valorizados no presente. Todavia, devem ser considerados com uma proporção menor, para se ter um pouco mais de noção do que há de vir a partir de então.
Um sonho sempre será um sonho em qualquer lugar do mundo. Uma pessoa nem sempre será a mesma pessoa em diferentes ambientes que ela vai estar. Por isso, é preciso relativar cada um que aparece em nossa vida de uma maneira distinta, pois todos nós temos momentos, ações e sentimentos diferentes. Vale a pena vender sentimentos por causa de um querer pessoal? Vale a pena trocar uma pessoa que você gosta realmente por uma que tem como te dar presentes melhores? Por que o mundo afinal é assim? Na verdade, não sei responder. Sei que existem pessoas que preferem muito mais aparecer com carros lindos do que ter a simplicidade e a humildade de ajudar o próximo, sei que há muitos que julgam por aparência, status social ou até mesmo por riqueza. Porém, são esses tipos de pessoas que mais procuram ter o amor e não tem. Do que vale ter o dinheiro se não tem quem compartilhar? Do que vale comprar a felicidade se ela acaba rapidamente quando não se possui amigos maravilhosos que estão sempre ali para ajudar?
As melhores coisas da vida não se compram. São coisas que parecem normais, mas quando são verdadeiras, são mais valiosas do que qualquer coisa no mundo. São elas o amor, a humildade, abraços, beijos, carinho, o fato de gostar de ter alguém por perto e até mesmo o poder e a humildade de ajudar o próximo em momentos que mais se necessita de ajuda. As vezes, não damos valor pra vida que temos porque queríamos ter mais. Sonhamos com bem materiais e se esquecemos de cuidar de nosso coração. Não deixe que a valorização caia pro lado errado. Sempre valorize aquilo que é raro, coisas que não se compram com moedas, mas sim com a personalidade e a vontade de sempre querer fazer o bem para quem está ao seu redor. A vida é muito curta, aproveite da melhor maneira, ame aquilo que tem que ser amado. Não venda seu coração e sua personalidade.
sábado, 21 de abril de 2012
Meme: conheça o blogueiro
Bem, esse memê foi indicado por uma pessoa maravilhosa que a tenho como amiga e seguidora aqui no blog. O nome dela é Emilia, mas costumo a chamar de Luz (o blog dela é http://afectosecumplicidades.blogspot.com.br/) . Um apelido bem propício ao que ela consegue passar para quem está ao seu redor, sempre. Não sei como vou me sair, mas enfim.. Vamos lá né?
1 - Quando surgiu a ideia de criar o seu blogue?
A ideia de criar meu blog surgiu assim que eu percebi que o fotolog já não era mais o espaço propício para eu escrever tudo aquilo que eu realmente gostaria. Lá, postava fotos e coisa do meu dia a dia. Aqui, posto minhas ideias e reflexões sobre alguns assuntos que acontecem ou que estão por acontecer. Na verdade, sempre tive medo de ter um blog e nunca conseguir escrever direito. Mas hoje, com 3 anos de escrita aqui, percebo que a cada escrita e a cada texto me sinto melhor e mais confiante para começar um novo. É como se isso me desse motivação. Motivação para nunca desistir de escrever, que é uma das coisas que faço com maior carinho. A escrita me leva a momentos que não vivi, a pessoas que nunca conheci e a sentimentos que gostaria que fossem verídicos. É uma das formas que levo a minha vida. É estranho, mas é minha melhor terapia. Simplesmente, quando escrevo, fico bem e esqueço um pouco dos meus problemas para, assim, tentar ter um ponto de vista maior sobre as dificuldades que outras pessoas também podem estar enfrentando.
2 - Origem do nome do seu blogue.
O nome do meu blog nada mais é do que uma alusão aos meus textos. Tento ajudar as pessoas com a minha escrita e com minha forma de ver as coisas um pouco mais ampla do que o normal. O nome "por Pedro Menuchelli" demonstra aquilo que eu sinto perante os assuntos que cativo no blog.
3 - Você teve/tem outros blogues além deste?
Não. Na verdade, sempre tive medo de ter blogues porque não sabia ao certo o que iria escrever e como iria colocar minhas ideias em um meio assim. Foi complicado para mim encarar a ideia de colocar minhas ideias e pensamentos de forma mais publica. Hoje em dia, levo isso como uma coisa boa porque acabo ajudando muita gente.
4 - Já pensou desistir alguma vez do seu blogue?
Já. Já sim. Já pensei várias vezes, aliás. Em momentos dificeis da minha vida, pensei em deixar não só o blog, mas tudo. Minha vontade era sumir. Com um pouco mais de calma e pessoas amigas do meu lado, percebi que parar de escrever seria minha maior dor.
5 - Mande uma mensagem para os seus seguidores.
Na verdade, eu não sei direito o que falar para as pessoas que me leem. Eu sempre tive palavras para escrever sobre alguns assuntos, mas meus sentimentos são coisas complicadas e muito fortes de se descrever. Apenas, gostaria de agradecer cada um que com suas palavras lindas e benignas me ajudam e sempre me dão força para continuar.
Sobre o Blogueiro: Pedro Menuchelli
1 - Uma música: Ana e o Mar- O Teatro Mágico e Sensações- Paula Fernandes.
2 - Um livro: A espera de um milagre. Foi um dos primeiros livros que li.
3 - Um filme: Como se fosse a primeira vez
4 - Um hobby: Comer muito.
5 - Um medo: Perder as pessoas que mais gosto.
6 - Uma mania: Roer unhas.
7 - Um sonho: Nunca parar. Sempre ter forças para continuar. Assim, consigo todas as coisas.
8 - Não consigo viver sem: Música.
9 - Tem coleção de alguma coisa? Sim. Coleciono bolinhas pula-pula.
Bem, eu poderia indicar esse memê à 10 blogs. Contudo, não ireia fazer isso.
As pessoas que quiserem,se sintam a vontade para fazerem.
Deixo votos de ótima semana e, com muito carinho, um forte abraço. (um abraço bom cura tudo)
E é isso.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
E?
Sempre fui do tipo de pessoa que se apega a momentos. Momentos que passam, voltam e quando menos espero se tornam lembranças. Lembranças que são cheias de sensações. Sensações que se dividem entre o real e o sonho; a felicidade e a tristeza; o medo e a coragem; a ternura e o ódio e talvez até entre o pensamento e a ação. Dificil. Diria que essa é a palavra que mais me define. Faço o esteriotipo que a sociedade não gosta pois não conhece. As vezes, me escondo atrás de várias coisas, me faço de forte, contudo, nem sempre é assim. Sou um pouco do que me convém. Guardo comigo aqueles momentos que só eu sei o quanto são bons, o quanto fazem parte ainda de mim, mesmo que distantes. Aliás, a distância nunca foi tão complicada para mim. Sempre fui ensinado de que para conseguir algo, eu teria que lutar. Pois é, quem sabe isso não tenha me deixado com mais certeza de quem eu sou de verdade. Entre tantas indecisões sobre a minha personalidade, sempre fui capaz de ter uma unica certeza, a minha certeza em ser feliz. E eu sabia que precisava deixar tudo aquilo que fosse ruim de lado.
Quando uma coisa ruim acontece, talvez, ela não seja tão ruim assim. Talvez, seja apenas uma ilusão de mal. É dificil ter a mesma linha de pensamento, mas eu penso que como existe aquela ilusão que faz mal, existe aquela que pode fazer bem. É uma ilusão que deixa numa situação triste momentaneamente e depois de um tempo, seguida do desapego, traz coisas melhores. E é assim a vida. Na maioria das vezes, pensamos que nada vai dar certo e, do nada, ela nos surpreende e vem algo que nos deixa em um estado muito bom.
Eu não sei se tudo na vida é tão ruim quanto parece ser. Sei que ultimamente ando pensando mais em mim e na minha felicidade. Nem tudo pode ser tão ruim e não há vitória sem luta. Cada dia, cada pessoa, cada coisa. Uma de cada vez. Assim, no final, o resultado pode ser bem melhor.
O segredo é não criar expectativas. A vida é curta demais pra isso! A solução talvez seja curtir, apenas viver e rir de tudo que é possível.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
E o que fazer quando tudo parece não dar mais certo?
A grande verdade é que desde o momento que nascemos somos obrigados a seguir uma ideologia criada por nossos pais. Chamamos a tal de educação. Cada um recebe-a de uma forma, outros nem tantos, contudo, nesse primeiro ensinamento não é possível descobrir como seguir em frente quando tudo apresenta ser de forma contrária ao de nossos sonhos, planos e objetivos. É um tanto quanto complicado pensar que em algumas vezes, em nossa vida, devemos continuar mesmo não sendo de acordo com o que queremos. Entre querer e poder há uma grande lacuna, mas quem distancia ou une as duas expressões somos nós mesmos, através da nossa força de vontade.
E como agir em um momento que tem tudo pra dar certo, em um determinado intervalo onde tudo possa ser diferente das ultimas vezes e, sem querer, acaba? Simplesmente, acaba. O que fazer quando você percebe que ninguém mais está do seu lado e suas forças se vão? E como agir quando sentir-se sozinho quando mais precisava de mãos amigas por perto? É incrível, mas a nossa vida e nosso dia-a-dia é a maior matéria não-física que pode nos deixar malucos. Resumidamente, é como se estivéssemos em uma casa fortificada em um temporal. Nos sentimos seguros e parece que nada de mal vai acontecer a nós e a quem está por perto quando de repente, uma parede cai e aquela tempestade se torna o nosso maior medo. Ficamos lá, perdidos. Sem saber o que fazer, alguns procurariam a parte menos abalada da casa e permaneceria ali até o tormento passar. Outros, com um pouco mais de coragem, procurariam outro lugar para se esconder e talvez obtivessem sucesso, quem sabe.
A maioria das pessoas hoje em dia pensa com a razão. Não é errado pensar de certa maneira, mas há momentos em que o coração deve falar mais alto e, pelo menos, ajudar de alguma forma. Particularmente, acho que as pessoas invertem muitos valores em suas vidas. Em momentos que o coração deveria falar mais alto, o medo deveria ser enfrentado e assim pelo menos existir a tentativa de procurar um lugar melhor para se esconder, isso não existe. Muitos morrem não por falta de escolhas, mas sim por falta de coragem. Coragem é uma das palavras que mais admiro em meu vocabulário, por menos que eu a use. Acho que quem tem, guarda consigo mesmo um tesouro. Alguns ficariam dentro da casa que achavam que era segura e morreriam por falta de tentar. Simplesmente, por isso.
E isso acontece em todas as coisas da nossa vida. A ilustração da casa fortificada foi apenas para dar sentido ao assunto principal. A gente acha que é preciso sempre ficar apegado à determinadas pessoas, sentimentos, ideias e até mesmo ações, porque temos medo da mudança. Temos medo e nos falta coragem. Se as pessoas quisessem mesmo a mudança, procurariam pela tal, não esperaria ela vir ou cair do céu. A gente acha que a vida é complicada, mas nos falta fé. Fé em acreditar em nós mesmos, principalmente. Depoisque a tempestade se for, é preciso ter consciência que é necessário lidar com nossas feridas. E o tempo não volta.
O tempo não volta. O mundo parece não se importar com aquilo que está dentro de nós. Mas, não é porque o mundo não se importa que não devemos nos importar também. Há momentos que precisamos lutar. E infelizmente, há lutas que são mais fortes. Há momentos que tudo parece perder o sentido. E é assim. Eu gostaria muito de que a vida fosse da maneira que eu escrevo em meus textos. Tentaria colocar as mais belas palavras, deixaria as coisas ruins de lado e demonstraria que há algum tipo de esperança, ainda. Porém, a vida não é da maneira que eu penso. As vezes, pareço ser forte mas quando me dou conta, sou fraco. E isso dói. Muito. As vezes, quando percebemos que nada mais parece dar certo é hora de ver quem realmente se importa. Dar um tempo a si mesmo e colocar as coisas no lugar.
O resto, o tempo fará com que tudo seja exatamente da maneira que tem que ser. Mesmo que demore uma vida toda pra isso acontecer..
E como agir em um momento que tem tudo pra dar certo, em um determinado intervalo onde tudo possa ser diferente das ultimas vezes e, sem querer, acaba? Simplesmente, acaba. O que fazer quando você percebe que ninguém mais está do seu lado e suas forças se vão? E como agir quando sentir-se sozinho quando mais precisava de mãos amigas por perto? É incrível, mas a nossa vida e nosso dia-a-dia é a maior matéria não-física que pode nos deixar malucos. Resumidamente, é como se estivéssemos em uma casa fortificada em um temporal. Nos sentimos seguros e parece que nada de mal vai acontecer a nós e a quem está por perto quando de repente, uma parede cai e aquela tempestade se torna o nosso maior medo. Ficamos lá, perdidos. Sem saber o que fazer, alguns procurariam a parte menos abalada da casa e permaneceria ali até o tormento passar. Outros, com um pouco mais de coragem, procurariam outro lugar para se esconder e talvez obtivessem sucesso, quem sabe.
A maioria das pessoas hoje em dia pensa com a razão. Não é errado pensar de certa maneira, mas há momentos em que o coração deve falar mais alto e, pelo menos, ajudar de alguma forma. Particularmente, acho que as pessoas invertem muitos valores em suas vidas. Em momentos que o coração deveria falar mais alto, o medo deveria ser enfrentado e assim pelo menos existir a tentativa de procurar um lugar melhor para se esconder, isso não existe. Muitos morrem não por falta de escolhas, mas sim por falta de coragem. Coragem é uma das palavras que mais admiro em meu vocabulário, por menos que eu a use. Acho que quem tem, guarda consigo mesmo um tesouro. Alguns ficariam dentro da casa que achavam que era segura e morreriam por falta de tentar. Simplesmente, por isso.
E isso acontece em todas as coisas da nossa vida. A ilustração da casa fortificada foi apenas para dar sentido ao assunto principal. A gente acha que é preciso sempre ficar apegado à determinadas pessoas, sentimentos, ideias e até mesmo ações, porque temos medo da mudança. Temos medo e nos falta coragem. Se as pessoas quisessem mesmo a mudança, procurariam pela tal, não esperaria ela vir ou cair do céu. A gente acha que a vida é complicada, mas nos falta fé. Fé em acreditar em nós mesmos, principalmente. Depoisque a tempestade se for, é preciso ter consciência que é necessário lidar com nossas feridas. E o tempo não volta.
O tempo não volta. O mundo parece não se importar com aquilo que está dentro de nós. Mas, não é porque o mundo não se importa que não devemos nos importar também. Há momentos que precisamos lutar. E infelizmente, há lutas que são mais fortes. Há momentos que tudo parece perder o sentido. E é assim. Eu gostaria muito de que a vida fosse da maneira que eu escrevo em meus textos. Tentaria colocar as mais belas palavras, deixaria as coisas ruins de lado e demonstraria que há algum tipo de esperança, ainda. Porém, a vida não é da maneira que eu penso. As vezes, pareço ser forte mas quando me dou conta, sou fraco. E isso dói. Muito. As vezes, quando percebemos que nada mais parece dar certo é hora de ver quem realmente se importa. Dar um tempo a si mesmo e colocar as coisas no lugar.
O resto, o tempo fará com que tudo seja exatamente da maneira que tem que ser. Mesmo que demore uma vida toda pra isso acontecer..
terça-feira, 20 de março de 2012
Cartas ao meu pai
" Pai,
Essa é a carta de um filho seu que nunca te viu. Aliás, não sei se chegará em condições reais de ser lida com clareza, até porque sei que como o senhor é muito ocupado, talvez não tenha muito tempo para interpretar cada linha da mesma forma e carinho que trato, aqui então, escrevendo. Fico triste. Triste mesmo.
Não sei o que tenho dentro de mim que me faz cada dia mais pensar em você. Sempre olho para o carrinho que me deu há um bom tempo atrás e que hoje ocupa um lugar específico do lado da unica foto que tenho do senhor, e lembro. Lembro de coisas que não vivi. Lembro do abraço que não pude dar, lembro dos choros a noite que sempre ficava esperando meu super herói vir me acalmar e daqueles maravilhosos dias de Sol em que ficava tempo conversando sobre meu dia e sobre seu trabalho a beira do mar. Era normal, mas hoje sinto falta. Sinto falta de ter alguém para viver comigo tudo isso e, com sua morte, parte disso tudo foi tirada. Tirada da pior forma. Fazíamos planos para nossas férias, para o meu aniversário de 16 anos e agora? E agora o que vejo são vagas lembranças de momentos que daria tudo e mais um pouco para poder voltar atrás.
Papai, não sei o que acontece com meus amiguinhos. Eles tratam seus pais como se fossem um nada. Costumam xingá-los quando não deixam sair. Gostaria de ter coragem de dizer o quanto isso me faz falta. A mamãe ainda chora todas as noites, infelizmente. Não sei o que fiz para o Papai do Céu com tudo isso. tanta gente tendo pai e mãe e não dá valor.. e poxa, eu querendo de volta... Eu daria tudo. Tudo mesmo papai. As pessoas daqui da Terra não sabem amar. Falam "eu te amo" como se fossem bom dia, acabam iludindo as outras e sem motivo algum. Tudo é levado pelo dinheiro. Não sei se o Senhor sabe, mas semana passada eu terminei com a Carol. Lembra dela? Eu te escrevi uma vez sobre ela, sobre seus cabelos longos morenos que me faziam bem. Toda vez que ouço Teatro Mágico acabo me deparando com ela. Deve ser porque eu gosto né? Mas papai.. o pai dela fez a gente terminar porque disse que eu não era totalmente responsável pra ficar com ela. Chorei bastante. Pensei que não iria mais sair daqui. Estranho, mas por alguns momentos pensei que te vi na minha porta, corri te abraçar, contudo ,era apenas imagens da minha cabeça. Infelizmente.
Papai, o que eu mais gostaria agora era que o Papai do Céu me desse alguns instantes com o senhor para eu poder te dar um abraço. Um abraço bem demorado, daqueles de urso! Se fosse possível uma coisa, gostaria que fosse essa. Nada mais. Meu aniversário está chegando e já não é mais a mesma coisa sem você. Papai, cuida da mamãe e da Carol aí de cima tá? São as duas pessoas que mais gosto no mundo e acho que são as unicas verdadeiras também. Consola o coração da mamãe e pede para o Papai do Céu, por um momento, por um leve discuido, na proxima vida, fazer as pessoas que eu mais amo serem para sempre, pois é dificil pensar que muita gente tem tudo e não dá a minima e eu? Bem, eu, não sou nada, mas merecia ser feliz. Pelo menos um pouco né?
Papai, te amo tá?
Essa é a carta de um filho seu que nunca te viu. Aliás, não sei se chegará em condições reais de ser lida com clareza, até porque sei que como o senhor é muito ocupado, talvez não tenha muito tempo para interpretar cada linha da mesma forma e carinho que trato, aqui então, escrevendo. Fico triste. Triste mesmo.
Não sei o que tenho dentro de mim que me faz cada dia mais pensar em você. Sempre olho para o carrinho que me deu há um bom tempo atrás e que hoje ocupa um lugar específico do lado da unica foto que tenho do senhor, e lembro. Lembro de coisas que não vivi. Lembro do abraço que não pude dar, lembro dos choros a noite que sempre ficava esperando meu super herói vir me acalmar e daqueles maravilhosos dias de Sol em que ficava tempo conversando sobre meu dia e sobre seu trabalho a beira do mar. Era normal, mas hoje sinto falta. Sinto falta de ter alguém para viver comigo tudo isso e, com sua morte, parte disso tudo foi tirada. Tirada da pior forma. Fazíamos planos para nossas férias, para o meu aniversário de 16 anos e agora? E agora o que vejo são vagas lembranças de momentos que daria tudo e mais um pouco para poder voltar atrás.
Papai, não sei o que acontece com meus amiguinhos. Eles tratam seus pais como se fossem um nada. Costumam xingá-los quando não deixam sair. Gostaria de ter coragem de dizer o quanto isso me faz falta. A mamãe ainda chora todas as noites, infelizmente. Não sei o que fiz para o Papai do Céu com tudo isso. tanta gente tendo pai e mãe e não dá valor.. e poxa, eu querendo de volta... Eu daria tudo. Tudo mesmo papai. As pessoas daqui da Terra não sabem amar. Falam "eu te amo" como se fossem bom dia, acabam iludindo as outras e sem motivo algum. Tudo é levado pelo dinheiro. Não sei se o Senhor sabe, mas semana passada eu terminei com a Carol. Lembra dela? Eu te escrevi uma vez sobre ela, sobre seus cabelos longos morenos que me faziam bem. Toda vez que ouço Teatro Mágico acabo me deparando com ela. Deve ser porque eu gosto né? Mas papai.. o pai dela fez a gente terminar porque disse que eu não era totalmente responsável pra ficar com ela. Chorei bastante. Pensei que não iria mais sair daqui. Estranho, mas por alguns momentos pensei que te vi na minha porta, corri te abraçar, contudo ,era apenas imagens da minha cabeça. Infelizmente.
Papai, o que eu mais gostaria agora era que o Papai do Céu me desse alguns instantes com o senhor para eu poder te dar um abraço. Um abraço bem demorado, daqueles de urso! Se fosse possível uma coisa, gostaria que fosse essa. Nada mais. Meu aniversário está chegando e já não é mais a mesma coisa sem você. Papai, cuida da mamãe e da Carol aí de cima tá? São as duas pessoas que mais gosto no mundo e acho que são as unicas verdadeiras também. Consola o coração da mamãe e pede para o Papai do Céu, por um momento, por um leve discuido, na proxima vida, fazer as pessoas que eu mais amo serem para sempre, pois é dificil pensar que muita gente tem tudo e não dá a minima e eu? Bem, eu, não sou nada, mas merecia ser feliz. Pelo menos um pouco né?
Papai, te amo tá?
Com carinho,
Julio.
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Curiosamente, o estilo das cartas tinha sido um dos unicos que eu não tinha ainda utilizado aqui no blog. Adoraria ter outros tipos de inspiração para escrever uma carta maravilhosa, contudo, a primeira imagem que veio à minha mente foi essa. Não sei porque, mas tinha algo me dizendo que precisava escrever sobre uma perda, sobre a falta que alguém pode fazer. E, pois é: na maioria das vezes esperamos perder para expressar realmente o que sentimos, esperamos que uma outra pessoa tome a iniciativa de falar que gosta. Por que isso? Por qual motivo esperar o amanhã? Há momentos que as palavras já não são mais suficientes para demonstrar coisas que somente o coração pode demonstrar. Não deixe que oportunidades se vão, não deixe que a esperança morra, não permita que o que você tem de mais bonito se torne algo comum, vulnerável a tantas quantas porções de tristezas que o mundo proporciona. Faça valer a pena sua vida, seu amor, seu coração.
domingo, 4 de março de 2012
A pior doença do mundo
Vamos dizer que a partir de ontem, comecei a tentar relacionar o tamanho do meu aprendizado até aqui. Com 19 anos, fica um pouco mais fácil compreender o tanto de coisas que fiz e posso me orgulhar, assim como o tanto que percebo que cometi atitudes não tão legais assim. Todos nós conhecemos a nós mesmos, sabemos os nossos defeitos e qualidades. Ilustramos, algumas vezes, características do próprio carater, a ponto de se definir como melhor em determinado aspecto. Mas, bem.. vou tentar caminhar o meu texto à direção consequente do titulo em questão..
Quando coloquei "doença", boa parte das pessoas tem a imagem de um hospital, deitado em uma cama, tomando soro e recebendo atendimento médico. Fisicamente, seria bem por aí. Algo um tanto quanto normal que seria fácil de expressar. Só que o mais importante agora também não é isso. Todo homem, desde pequeno, tem o direito de ser livre. Ser livre com pensamentos e ações. Até atingir a maioridade, existem diversas barreiras comprometedoras que a sociedade impõe, de modo com que, a pessoa perceba (ou pelo menos, tente) a intenção e, principalmente, a consequência de cada ação cometida pelo individuo. Em questão, o comportamento é cometido pelo individuo e julgado pela sociedade que, nem sempre toma a melhor decisão ou tem a melhor solução.
(Considerando a liberdade do homem em pensar e agir, é necessário também conotar a lei da reação. Tudo o que é feito, reage a favor ou contra essa pessoa ou interfere no meio)
A pior doença que existe é a que chamo de doença de personalidade. Ela é causada emocionalmente e ocorre quando uma pessoa sabe que tem um defeito e não decide mudar, de forma com que esse deslize vire um desmoronamento. Tudo o que temos, as nossas características vão se tornando menos impulsivas com o tempo e, com isso, adquirem mais força. O que, no futuro, pode acarretar um sofrimento maior. O pior doente é aquele que não aceita o tratamento e vai morrendo aos poucos pela sua dor. O mesmo acontece com as dores de personalidade. A pessoa sabe que a tem, não faz nada (ou quase nada) e, acha que tudo está bem, que tudo está normal. Até que chega o momento em que a dor é maior e pode levar um sofrimento. Por um lado, se torna uma escolha humana. Então, nem todo sofrimento acontece porque tem que acontecer. Alguns podemos escolher!
Na vida, temos apenas duas certezas: o amor e a morte. Ame e viva enquanto pode. Não viva doente. Leve sempre um sorriso no rosto e a felicidade. Tudo tem um jeito. As coisas podem ser melhores se você quiser.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
E se o tempo pudesse voltar?
Todos nós vivemos cheios de compromissos e tarefas em nosso dia-a-dia, isso é fato. Uns se preocupam com a formação, outros com sucesso profissional e outros tantos com diversão. Entre várias coisas, existem também as pessoas que interagem de forma direta ou indireta em nossa vida. Com elas, praticamos sentimentos e ações; passamos momentos diversos e construimos relacionamentos que são, em todo o tempo, caazes de modificar toda uma realidade que é importa até então. Por algum momento, você já chegou a, pelo menos, imaginar como seria se fosse possível voltar no tempo? Já imaginou como poderia ser viver novamente alguns momentos, aproveitar algumas oportunidades e fazer tudo diferente?
Pois é, o tempo sempre foi um dos aspectos pelos quais as pessoas mais se importaram depois que ele passa. Um dos maiores sentimentos de culpa é provocado logo após que percebe-se que todas as expectativas se vão de acordo com a falta de tempo. O arrependimento acontece e pouca coisa, então, pode-se fazer. Seria bom que pudessemos voltar no tempo e conseguir promover as mudanças necessárias para um presente melhor, porém, não é possível.
O tempo é um dos objetos que são imutáveis. A unica percepção que temos é a de viver o presente, apenas. Quanto ao futuro, cabe uma incerteza, uma dúvida. E ao passado, sobram apenas lembranças e diferentes porções de arrependimento e culpa. As pessoas erram muito por achar que tudo é pra sempre e que quem gostamos vai estar sempre ali. Infelizmente, não é assim. A vida anda, as pessoas vêm e vão e, mesmo com tantos altos e baixos, temos que viver. Viver, correr atrás dos nossos objetivos e fazer tudo que é preciso agora, hoje, no presente. O amanhã pode nem existir. E o ontem, já é tarde demais.
Pois é, o tempo sempre foi um dos aspectos pelos quais as pessoas mais se importaram depois que ele passa. Um dos maiores sentimentos de culpa é provocado logo após que percebe-se que todas as expectativas se vão de acordo com a falta de tempo. O arrependimento acontece e pouca coisa, então, pode-se fazer. Seria bom que pudessemos voltar no tempo e conseguir promover as mudanças necessárias para um presente melhor, porém, não é possível.
O tempo é um dos objetos que são imutáveis. A unica percepção que temos é a de viver o presente, apenas. Quanto ao futuro, cabe uma incerteza, uma dúvida. E ao passado, sobram apenas lembranças e diferentes porções de arrependimento e culpa. As pessoas erram muito por achar que tudo é pra sempre e que quem gostamos vai estar sempre ali. Infelizmente, não é assim. A vida anda, as pessoas vêm e vão e, mesmo com tantos altos e baixos, temos que viver. Viver, correr atrás dos nossos objetivos e fazer tudo que é preciso agora, hoje, no presente. O amanhã pode nem existir. E o ontem, já é tarde demais.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Cadê o amor?
Particularmente, sinto que o assunto central desse texto é um tanto quanto clichê e até pode parecer aquelas coisas entediantes que estamos acostumados a ler uma ou outra vez em nosso cotidiano. É perceptível a presença de várias pessoas que tentam explicar ao certo a existência de um sentimento tão bom e que parece ser o melhor do mundo. De fato, posso destacá-lo como um dos mais importantes em toda história humana. Entretanto, sempre há indicios de que o amor não seja tão bom assim.
Vamos então a história mais comum. Em relação ao amor a uma outra pessoa (que não seja da família) diga-se de passagem que todo começo é igual: muito bom. As duas pessoas se conhecem, descobrem uma porção de coisas em comum e depois de um tempo isso começa a cansar ambos. A pergunta que sempre me faço é: porque? Pois bem. A unica explicação que encontro é a questão da convivência. O casal acha que se conhece muito, acaba por fazer certas coisas que podem pôr o fim a um relacionamento que antes caracterizava uma história de amor. As pessoas vão se cansando sempre dos defeitos umas das outras e, até por falta de adaptação a isso, percebem que não era tudo aquilo que eles pensavam. Enquanto isso, nessa hipótese, foram trocadas várias juras de amor eterno e felicidade a dois. Depois de um tempo, vem tudo a ruir como um castelo totalmente cheio de explosivos.
A grande verdade é que o amor tem sido algo muito cobiçado pelas pessoas. E, talvez, por quererem tanto, acabam por dedicá-lo a qualquer um, ao primeiro que aparece e quando menos se espera, tudo isso acaba. Uma beleza exterior não se diz a respeito do interior de alguém e, em meio a brigas, discussões e afins, o que era pra ser amor, vira apenas uma paixão. Um passado. Sou meio supersticioso ao dizer que o amor está extinto. Aquela coisa de gostar mesmo de alguém tem se tornado questão de momentos ou até mesmo de beleza, apenas. Com o fim dos relacionamentos, acabam-se por criar ilusões e desilusões com a vida, impossibilitando o coração a traçar novos caminhos, novos rumos e objetivos.
Todo amor de verdade deve começar dentro de casa, com o amor que temos por nossos pais e por nossa família. Diga-se de passagem, é o unico amor que só morre no nosso ultimo dia de vida. Muita gente procura o amor em objetos, porém não encontra. Só ama quem pode ser amado. Via de regra, é clichê. Porém, ainda prefiro pensar que pra cada pessoa há um alguém esperando, pronto pra ser feliz e depositar tudo aquilo que ainda resta de esperança. Talvez, seja até por isso que o amor é unico. O amor, de verdade, é aquele que toca até o fundo da nossa alma e, mesmo quando estando longe, a vontade de estar perto é maior. É algo incrivél que faz pensar somente na pessoa amada, mesmo que todos aqueles que estão ao nosso redor digam que não. As vezes, costumo imaginar como seria de fato, essa história de um amor de verdade. Fico pensando em filmes de romance que tudo tem seu final feliz e começo a pensar que tudo tem um porque. E a verdade é essa.
Não é porque não deu certo uma vez que tudo está por água abaixo. Não é porque um relacionamento vive cheio de brigas que ambos não se amam. Não é porque o mundo não sabe amar, que precisamos ser incluidos nessa sociedade. As vezes, temos que ter pensamentos diferentes. Temos que viver a nossa vida, nos amar e acima de tudo nos respeitar. Nem sempre todos os momentos que vivemos são fáceis, nem sempre teremos motivos pra sorrir e não é todo dia que vamos ter um motivo pra existir. Contudo, a vontade de ser feliz sempre deve existir de acordo com aquilo que desejamos a nós mesmos. Não adianta plantar batata esperando que nasça alface. É por isso que cada coisa tem seu tempo e é preciso cuidar de cada plantação enquanto ela não dá frutos.
Algumas vezes, queremos porque queremos determinada coisa. Mas, simplesmente, nem sempre desejamos aquilo que é melhor pra nós. Devemos a cada dia, nos amar cada vez mais e amar também todos aqueles que estão ao nosso redor. Não quero dizer que você tem que sair por aí falando que ama todas as pessoas. Estou falando que você tem que demonstrar um amor que quer ter. Tem que amar a vida, amar o ar, amar as coisas que estão sendo te proporcionadas. Quem sabe assim, o amor não aparece em meio a tantas coisas? Nunca deixe de sonhar, mas não se esqueça: a unica pessoa que pode transformar seus sonhos em realidade é você mesmo. Por isso, faça valer a pena!
Vamos então a história mais comum. Em relação ao amor a uma outra pessoa (que não seja da família) diga-se de passagem que todo começo é igual: muito bom. As duas pessoas se conhecem, descobrem uma porção de coisas em comum e depois de um tempo isso começa a cansar ambos. A pergunta que sempre me faço é: porque? Pois bem. A unica explicação que encontro é a questão da convivência. O casal acha que se conhece muito, acaba por fazer certas coisas que podem pôr o fim a um relacionamento que antes caracterizava uma história de amor. As pessoas vão se cansando sempre dos defeitos umas das outras e, até por falta de adaptação a isso, percebem que não era tudo aquilo que eles pensavam. Enquanto isso, nessa hipótese, foram trocadas várias juras de amor eterno e felicidade a dois. Depois de um tempo, vem tudo a ruir como um castelo totalmente cheio de explosivos.
A grande verdade é que o amor tem sido algo muito cobiçado pelas pessoas. E, talvez, por quererem tanto, acabam por dedicá-lo a qualquer um, ao primeiro que aparece e quando menos se espera, tudo isso acaba. Uma beleza exterior não se diz a respeito do interior de alguém e, em meio a brigas, discussões e afins, o que era pra ser amor, vira apenas uma paixão. Um passado. Sou meio supersticioso ao dizer que o amor está extinto. Aquela coisa de gostar mesmo de alguém tem se tornado questão de momentos ou até mesmo de beleza, apenas. Com o fim dos relacionamentos, acabam-se por criar ilusões e desilusões com a vida, impossibilitando o coração a traçar novos caminhos, novos rumos e objetivos.
Todo amor de verdade deve começar dentro de casa, com o amor que temos por nossos pais e por nossa família. Diga-se de passagem, é o unico amor que só morre no nosso ultimo dia de vida. Muita gente procura o amor em objetos, porém não encontra. Só ama quem pode ser amado. Via de regra, é clichê. Porém, ainda prefiro pensar que pra cada pessoa há um alguém esperando, pronto pra ser feliz e depositar tudo aquilo que ainda resta de esperança. Talvez, seja até por isso que o amor é unico. O amor, de verdade, é aquele que toca até o fundo da nossa alma e, mesmo quando estando longe, a vontade de estar perto é maior. É algo incrivél que faz pensar somente na pessoa amada, mesmo que todos aqueles que estão ao nosso redor digam que não. As vezes, costumo imaginar como seria de fato, essa história de um amor de verdade. Fico pensando em filmes de romance que tudo tem seu final feliz e começo a pensar que tudo tem um porque. E a verdade é essa.
Não é porque não deu certo uma vez que tudo está por água abaixo. Não é porque um relacionamento vive cheio de brigas que ambos não se amam. Não é porque o mundo não sabe amar, que precisamos ser incluidos nessa sociedade. As vezes, temos que ter pensamentos diferentes. Temos que viver a nossa vida, nos amar e acima de tudo nos respeitar. Nem sempre todos os momentos que vivemos são fáceis, nem sempre teremos motivos pra sorrir e não é todo dia que vamos ter um motivo pra existir. Contudo, a vontade de ser feliz sempre deve existir de acordo com aquilo que desejamos a nós mesmos. Não adianta plantar batata esperando que nasça alface. É por isso que cada coisa tem seu tempo e é preciso cuidar de cada plantação enquanto ela não dá frutos.
Algumas vezes, queremos porque queremos determinada coisa. Mas, simplesmente, nem sempre desejamos aquilo que é melhor pra nós. Devemos a cada dia, nos amar cada vez mais e amar também todos aqueles que estão ao nosso redor. Não quero dizer que você tem que sair por aí falando que ama todas as pessoas. Estou falando que você tem que demonstrar um amor que quer ter. Tem que amar a vida, amar o ar, amar as coisas que estão sendo te proporcionadas. Quem sabe assim, o amor não aparece em meio a tantas coisas? Nunca deixe de sonhar, mas não se esqueça: a unica pessoa que pode transformar seus sonhos em realidade é você mesmo. Por isso, faça valer a pena!
domingo, 22 de janeiro de 2012
E aí?
Ali, naquela sala, ainda o corpo.
Choros, lágrimas e muita tristeza. Uma mistura de sentimentos nostálgicos, aonde, em cada pessoa, se passava um filme. Um longo e demorado filme capaz de trazer à tona as maiores lembranças, os maiores medos e as conversas que mais se destacaram naquela vida. As pessoas que ainda se faziam presentes se espalhavam pelo longo salão decorado com imagens religiosas e uma grande cruz no centro. João era, visivelmente, o mais triste. Sem conseguir falar nenhuma palavra desde a notícia dos médicos, tentava se fazer de forte e até arriscava um meio-sorriso quando familiares e amigos passavam e davam um aperto de mão. Uns, mais intímos abraçavam. E por ali mesmo, ficavam sem dizer nada. Afinal, palavras não seriam suficientes e, a bem dizer, nunca foram. João, aos seus 51 anos, mesmo sendo professor há 17, começara a perceber mais do que nunca que tudo o que ele havia ensinado até o momento parecia não ter mais sentido. As duras expressões e a face fechada em sala de aula, durante a sua vida toda mostravam seu caratér forte. Família italiana. Tinham vindo ao Brasil, nos anos de 1913 e 1914 por falta de emprego na Europa. João falava fluentemente 3 idiomas, o mestrado terminara naquele ano. Não possuia vicios, tãopouco filhos. Tatá, o cachorro labrador da familia e Maria Luiza, sua esposa, eram as unicas coisas familiares que fortaleciam a sua vida. Maria Luiza (ou Malu, como ele adorava a chamar) possuia 43 anos e sofria de doenças cardíacas. Gostava de ajudar as pessoas e fazia do artesanato um hobby. Não tinha desentendimentos com ninguém e sempre foi muito ligada a familia. Adorava ler por paixão. Os livros naquela estante inglesa na sala de estar nunca estiveram empoeirados. Sempre arrumados em ordem alfabética, de Aloisio de Azevedo a Vinicius de Moraes. Ao lado, uma foto da familia, bem antiga naquela viagem à Nova Zelândia, há 5 anos atrás. Vivia feliz.
João era do tipo de pessoa que pouco se importava com a vida. Sempre de maneira mais séria, vivia de acordo com o que já era rotina. Não participava de nada mais além do que suas aulas, mas sempre foi esforçado. Desde pequeno, era obrigado a trabalhar na safra de café, já que o país crescia com a alta produção e exportação de café para outros países. Porém, até ali tudo parou de fazer sentido na vida de João. Nunca foi um homem com uma vida social boa, tentava se fazer de desconhecido de quem quer que fosse. O unico amor que possuía, de verdade, estava ali, naquela sala. Não entendia muito bem porque a morte teria que acontecer, escondia-se atrás de muita coisa que nem ele mesmo sabia que faria falta. No dia anterior, Malu havia sofrido uma parada cardíaca e não teria suportado. Ao saber, sentimentos e razões se misturaram. Ao anuncio oficial do sepultamento, não sabia mais qual lado andaria. A coroa revestida com as melhores flores, o caixão banhado a ouro e o corpo imóvel. João fechava e abria os olhos querendo que tudo aquilo fosse um sonho e tentava achar alguma forma de querer voltar no tempo. Mas, já não era mais possível. Infelizmente.
João, Malu e Tatá são personagens fictícios que utilizei para ilustrar uma cena forte que acontece todos os dias, de diferentes maneiras. As coincidências, se existirem, não são minha culpa, tanto é que tentei procurar pessoas que fossem o menos comum possível. Porém, em muitas vezes, deixamos de lado pessoas que gostamos para ir atrás do que é legal pra gente, como se as pessoas fossem estar para sempre em nossas vidas. É díficil, mas a morte é a nossa unica certeza. Vivemos a nossa vida toda procurando conquistar coisas, procurando ter um sucesso pessoal, no trabalho e em todas as áreas que, mesmo sem saber, procuramos muito e valorizamos pouco, essa é a grande verdade. Se João tivesse valorizado os momentos e dividido seu tempo de forma mais justa entre família e trabalho, teria tido outro tipo de resultado e talvez, o sentimento de culpa fosse menor porque as lembranças que ele guardaria seriam as de momentos bons e que, naturalmente aconteceriam. Sentimos falta do que gostamos, é claro. Mas devemos sentir falta pelo o que fizemos, não um tom de arrependimento pelo o que poderia ser feito. Os dias passam, as folhas das árvores caem e envelhecemos. Um dia, a morte será uma fase que teremos que passar. O que vem depois? É.. Boa pergunta. As pessoas precisam dar valor ao "Eu te amo" um pouco mais. As vezes, pode não dar tempo pra gente falar o quanto alguém é realmente importante na nossa vida.
__
E vó, a senhora foi uma das melhores pessoas na minha vida. Indiretamente, acho que isso é pra senhora. Eu queria poder conseguir escrever algo que fosse o que sinto, mas não vai ser possível. A dor de perder quem a gente gosta é algo muito, mas muito forte. Só queria que, da onde a senhora estiver, percebesse o quanto eu considero tudo o que foi feito enquanto esteve na Terra. A senhora é um exemplo pra mim, tá? Obrigado por tudo. Fica com Deus, um dia espero ganhar mais um abraço. Não esquece do seu neto meio maluco hahahah =) Te amo vó. Eu sei que a senhora tá num lugar bem melhor!
Choros, lágrimas e muita tristeza. Uma mistura de sentimentos nostálgicos, aonde, em cada pessoa, se passava um filme. Um longo e demorado filme capaz de trazer à tona as maiores lembranças, os maiores medos e as conversas que mais se destacaram naquela vida. As pessoas que ainda se faziam presentes se espalhavam pelo longo salão decorado com imagens religiosas e uma grande cruz no centro. João era, visivelmente, o mais triste. Sem conseguir falar nenhuma palavra desde a notícia dos médicos, tentava se fazer de forte e até arriscava um meio-sorriso quando familiares e amigos passavam e davam um aperto de mão. Uns, mais intímos abraçavam. E por ali mesmo, ficavam sem dizer nada. Afinal, palavras não seriam suficientes e, a bem dizer, nunca foram. João, aos seus 51 anos, mesmo sendo professor há 17, começara a perceber mais do que nunca que tudo o que ele havia ensinado até o momento parecia não ter mais sentido. As duras expressões e a face fechada em sala de aula, durante a sua vida toda mostravam seu caratér forte. Família italiana. Tinham vindo ao Brasil, nos anos de 1913 e 1914 por falta de emprego na Europa. João falava fluentemente 3 idiomas, o mestrado terminara naquele ano. Não possuia vicios, tãopouco filhos. Tatá, o cachorro labrador da familia e Maria Luiza, sua esposa, eram as unicas coisas familiares que fortaleciam a sua vida. Maria Luiza (ou Malu, como ele adorava a chamar) possuia 43 anos e sofria de doenças cardíacas. Gostava de ajudar as pessoas e fazia do artesanato um hobby. Não tinha desentendimentos com ninguém e sempre foi muito ligada a familia. Adorava ler por paixão. Os livros naquela estante inglesa na sala de estar nunca estiveram empoeirados. Sempre arrumados em ordem alfabética, de Aloisio de Azevedo a Vinicius de Moraes. Ao lado, uma foto da familia, bem antiga naquela viagem à Nova Zelândia, há 5 anos atrás. Vivia feliz.
João era do tipo de pessoa que pouco se importava com a vida. Sempre de maneira mais séria, vivia de acordo com o que já era rotina. Não participava de nada mais além do que suas aulas, mas sempre foi esforçado. Desde pequeno, era obrigado a trabalhar na safra de café, já que o país crescia com a alta produção e exportação de café para outros países. Porém, até ali tudo parou de fazer sentido na vida de João. Nunca foi um homem com uma vida social boa, tentava se fazer de desconhecido de quem quer que fosse. O unico amor que possuía, de verdade, estava ali, naquela sala. Não entendia muito bem porque a morte teria que acontecer, escondia-se atrás de muita coisa que nem ele mesmo sabia que faria falta. No dia anterior, Malu havia sofrido uma parada cardíaca e não teria suportado. Ao saber, sentimentos e razões se misturaram. Ao anuncio oficial do sepultamento, não sabia mais qual lado andaria. A coroa revestida com as melhores flores, o caixão banhado a ouro e o corpo imóvel. João fechava e abria os olhos querendo que tudo aquilo fosse um sonho e tentava achar alguma forma de querer voltar no tempo. Mas, já não era mais possível. Infelizmente.
João, Malu e Tatá são personagens fictícios que utilizei para ilustrar uma cena forte que acontece todos os dias, de diferentes maneiras. As coincidências, se existirem, não são minha culpa, tanto é que tentei procurar pessoas que fossem o menos comum possível. Porém, em muitas vezes, deixamos de lado pessoas que gostamos para ir atrás do que é legal pra gente, como se as pessoas fossem estar para sempre em nossas vidas. É díficil, mas a morte é a nossa unica certeza. Vivemos a nossa vida toda procurando conquistar coisas, procurando ter um sucesso pessoal, no trabalho e em todas as áreas que, mesmo sem saber, procuramos muito e valorizamos pouco, essa é a grande verdade. Se João tivesse valorizado os momentos e dividido seu tempo de forma mais justa entre família e trabalho, teria tido outro tipo de resultado e talvez, o sentimento de culpa fosse menor porque as lembranças que ele guardaria seriam as de momentos bons e que, naturalmente aconteceriam. Sentimos falta do que gostamos, é claro. Mas devemos sentir falta pelo o que fizemos, não um tom de arrependimento pelo o que poderia ser feito. Os dias passam, as folhas das árvores caem e envelhecemos. Um dia, a morte será uma fase que teremos que passar. O que vem depois? É.. Boa pergunta. As pessoas precisam dar valor ao "Eu te amo" um pouco mais. As vezes, pode não dar tempo pra gente falar o quanto alguém é realmente importante na nossa vida.
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E vó, a senhora foi uma das melhores pessoas na minha vida. Indiretamente, acho que isso é pra senhora. Eu queria poder conseguir escrever algo que fosse o que sinto, mas não vai ser possível. A dor de perder quem a gente gosta é algo muito, mas muito forte. Só queria que, da onde a senhora estiver, percebesse o quanto eu considero tudo o que foi feito enquanto esteve na Terra. A senhora é um exemplo pra mim, tá? Obrigado por tudo. Fica com Deus, um dia espero ganhar mais um abraço. Não esquece do seu neto meio maluco hahahah =) Te amo vó. Eu sei que a senhora tá num lugar bem melhor!
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